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Milton Nascimento
Singer and Songwriter


I already have been to Japan five times and every time I was surprised. For me, the Japanese are one of the best audiences in the world. They not only understand what they are listening to but know thoroughly the artist. In my last trip in 2007, I had the opportunity to meet the producers of the Festival Cinema Brasil in Tokyo and I was very happy.

I am sure the festival will be one more important event to show Brazilian culture and the country itself, to bring together even more these two nations.
Hayashi Naho
J-WAVE "NOEVIR SAÚDE! SAUDADE..."Announcer

A feeling of fragrant air, free and innovative visual sense, a message that passes through one's heart. The Brazilian movie has captured my heart and won't let go.

This year we celebrate the 80th anniversary of the birth of Antonio Carlos Jobim. I am glad that I will be able to watch movies focusing on ecology and so many titles packed with the "here and now" of this colorful country. What will all these stories tell us?

DJ Taro
Radio DJ, music producer


Last year I was involved in a project to release my mother’s album, Sonia Rosa, a bossa nova singer in Japan. Having lived so many years in Japan, through the music even I could feel that I have the splendid Brazilian blood in myself. I think that Brazilian music also touches the Japanese hearts, that’s why so many people love it. When I watched the movie “Two Sons of Francisco”, showing the life of the Brazilian artists, Zeze Di Camargo and Luciano, I felt these nostalgic memories wanting to jump out of my chest. In the same way that the music is spelled with beautiful lyrics, I also want the Japanese people to know more about Brazilian movies.
Josi
Model


Congratulations on being able to have the 3rd Festival Cinema Brasil! Having a Brazilian mother, I am very glad to be able to watch Brazilian movies in Japan!

I want the Japanese people to know that Brazilians do not have only soccer but culture as well and I think this festival is a good opportunity. I hope that many people watch the movies and start loving Brazil even more!

09/06/2007
Viva o cinema brasileiro!

By Ewerthon Tobace, from Tokyo

Convidados do Festival Cinema Brasil 2007 falam sobre a produção de filmes brasileiros na atualidade, o futuro dela, e outras coisinhas a mais...
Ewerthon Tobace
Bianca Costa, Rubens Ewald Filho e Ariane Porto
Foi justamente no dia previsto para a chegada do tufão à Tokyo que o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, a diretora Ariane Porto e a produtora Bianca Costa conversaram com a reportagem do Festival Cinema Brasil.

Bem à vontade, os três falaram basicamente sobre cinema e projetos pessoais. Eles também, é claro, não economizaram nas críticas – construtivas e com consciência de quem sabe o que está falando.

Confira a seguir os melhores trechos da entrevista, regada com muito chá de camomila.
Festival Cinema Brasil – Rubens, muita gente só conhece seu trabalho como crítico de cinema. Mas você já participou de filmes como ator, fez roteiro de novela (Éramos Seis, do SBT) e agora trabalha com teatro. Conte um pouco destas outras qualidades...
Rubens Ewald Filho – Na verdade, eu comecei no teatro, quando ainda morava em Santos. Como minha família era contra, eu usava um pseudônimo – De Azevedo – e meus pais só souberam depois que publiquei um livro contando isso. Fiz pós-graduação em teatro e, agora, volto às origens. Dirigi a peça Querido Mundo, de Miguel Falabella, em cartaz agora no Rio de Janeiro, e também estou trabalhando com o grupo Os Satyros em São Paulo. Já os filmes eu fiz para entender como funcionava a coisa. Preciso conhecer para poder criticar, não?

FCB – Ariane e Bianca, como vocês lidam com a crítica?
Ariane Porto – Acho que temos de respeitar e sermos respeitados. Quando lancei A Ilha do Terrível Rapaterra tive uma crítica boa no Rio. Em São Paulo, ignoraram a existência da obra e a revista Veja acabou com o filme. Então, resolvi fazer um diálogo à partir da crítica da revista, pois isso mexe com a gente. Acho que a crítica tem de ter conteúdo e hoje no Brasil são poucos os críticos que podemos respeitar.
Bianca Costa – A crítica é muitas vezes construtiva, pois consegue ver falhas que nós que estamos envolvidos no projeto não percebemos. Mas eles precisam respeitar mais o trabalho do autor.

FCB – Rubens, você diz que a produção brasileira não faz nenhum tipo de crítica por ter um respaldo financeiro do governo...
Rubens – O governo tem uma tendência ditatorial. Existe uma censura branca. Ou você é amigo ou não faz o filme. Hoje, ninguém consegue fazer um filme sobre o Brasil atual, por exemplo. No entanto, é o patrocínio que ainda mantém vivas as produções brasileiras. O dia em que terminar essa ajuda, acaba tudo.
Bianca – A crítica nos filmes é muito superficial ainda. Os diretores não se aprofundam no tema e são pressionados a fazer isso, infelizmente.

FCB – O que acharam da proposta do Festival Cinema Brasil? Tem tudo para dar certo?
Rubens – Indiquei a Ariane para a curadoria deste festival, e acho que agora ele começou a ganhar visibilidade. Mesmo assim, muitas obras pré-selecionadas não foram liberadas. Mas a organização é muito boa e as intenções são as melhores.
Bianca – Um festival precisar ter um pouco de maturidade para ganhar mais respeito e poder crescer. A credibilidade se ganha com o passar dos anos. Além disso, muita gente não conhece esse trabalho que está sendo feito aqui no Japão. Eu mesma não sabia da existência dele. Agora que ele está no terceiro ano, tende a se desenvolver e ganhar mais espaço, pois é muito bem organizado.

FCB – Ariane, como foi a escolha dos filmes?
Ariane – O cinema brasileiro é múltiplo. Independente da qualidade dos filmes, ele é diverso. Tentei pinçar uma coisa de cada gênero e trazer produções do país todo. Acho que devemos colocar também mais filmes antigos. Fazer uma retrospectiva de filmes que fizeram sucesso no Brasil, como o Carlota Joaquina, Princesa do Brasil. Temos de dar mais opções ao público japonês e não focar apenas em obras derivadas da música ou do futebol, pois nunca podemos pensar em fazer uma curadoria somente para agradar o público.
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